O QUE PODEM OS DEMÓNIOS

Do livro Summa Demoniaca do Padre Fortea, famoso padre exorcista espanhol: Questões sobre a natureza do demônio

Nota de www.rainhamaria.com.br
Excertos da obra 'Summa Daemoniaca'. O livro Summa Demoniaca do Padre Fortea (famoso padre exorcista espanhol) foi escrito para padres exorcistas, mas tem sido lido por religiosos, leigos e fiéis em geral. Nas palavras do próprio Padre Fortea: 'Não estava nos meus planos, mas nos de Deus. Que assim seja. Que os filhos de Deus possam inundar os seus intelectos no fogo do temor a Deus durante a sua leitura, para que assim evitem ser lançados lá (no inferno) com a sua alma depois da morte".

 

Algumas questões sobre a natureza do demônio

Os demônios conhecem o futuro?

Eles não veem o futuro, mas podem fazer às vezes fazer conjecturas sobre ele. Com sua inteligência, muito superior à humana, podem deduzir algumas coisas que sucederão ou ocorrerão, conhecendo as suas causas. Aquilo que pertence apenas à liberdade humana, está indeterminado e isto eles não o conhecem. Não sabem o que eu decidirei livremente. Mas, com sua inteligência superior, veem os efeitos das causas que nós não percebemos nada. Assim, há ocasiões em que eles sabem, com toda a certeza, o que sucederá, ainda que nem o mais inteligente dos seres humanos seja capaz de suspeitar mesmo analisando com todo rigor todos os aspectos causais. Em outras ocasiões, porém, nem a natureza angélica da mais elevada hierarquia poderia deduzir [o futuro]. A liberdade humana [nosso livre arbítrio] constitui sobretudo o grande fator de indeterminação em suas previsões.

Pode um demônio fazer algo de bom?

O demônio não está sempre fazendo o mal; muitas vezes, ele está simplesmente pensando. E, nisso, não faz mal algum, pois se trata de um mero ato de sua natureza. Entretanto, o demônio não pode realizar atos morais sobrenaturais, ou seja, não pode fazer um ato de caridade, de arrependimento sobrenatural, de glorificação sincera a Deus, etc, uma vez que, para realizá-los, precisaria de uma graça sobrenatural. Pode até glorificar a Deus, mas à força, mas não porque quisera fazê-lo, mas obrigado. Pode arrepender-se de ter se afastado de Deus, mas sem pedir perdão por isso, recriminando apenas o mal que lhe sobreveio desta ação, mas sem remorso por ter ofendido a Deus. E assim pode fazer muitos outros atos naturais com sua inteligência e vontade. Porém, o demônio jamais demonstrará a mínima compaixão nem o menor ato de amor para quem quer que seja. Seu coração somente odeia, sendo insensível ao sofrimento dos demais.

O demônio é livre para fazer mais ou menos males?

O demônio faz o mal quando quer, nada o obriga a fazê-lo. É um ser livre e sua vontade é que determina fazer as coisas quando quiser. Deseja fazer o mal e para fazer o mal há que tentar. Mas, para tentar, tem que insistir. Alguns demônios insistem mais, outros desistem antes. Há demônios mais decididos e outros menos operosos. Há demônios que, pelo ímpeto de sua cólera, perseguem as almas como verdadeiros predadores. Outros demônios estão submersos em uma espécie de depressão e não possuem um ódio extremado para perseguir tão obsessivamente as almas. O prazer que consegue ao ter êxito em fazer um mal é exatamente o mesmo de uma pessoa na terra quando consegue vingar-se de seu inimigo. Trata-se de um prazer cheio de ódio, sem nenhuma consolação. Entretanto, estamos falando de graus, já que todos odeiam a Deus e são predadores de almas.

Quais são os mais malignos dentre os demônios?

Pode parecer que demônios mais perversos são os pertencentes à mais alta hierarquia, mas não. Não existe uma relação entre natureza e pecado. Uma natureza angélica da última hierarquia pode ser muito mais perversa que um anjo superior. O mal que pode cometer um ser livre não depende da inteligência, nem do poder que se possui. Sempre se coloca como um exemplo de malignidade extrema o chefe das forças nazistas, Heinrich Himler. Mas, não poderia ser pior algum de seus subordinados? Evidente que sim!

Entre os homens, vemos que alguém menos inteligente e em uma posição social menos relevante pode ser muito pior, muito mais perverso, que um grande ditador. E o mesmo que vale para o mal, vale para o bem. Um anjo da última hierarquia pode desenvolver mais as suas virtudes que um da mais alta hierarquia. Da mesma forma, uma idosa humilde e sem estudos e que tenha se dedicado apenas aos afazeres domésticos pode ser mais santa que um arcebispo ou um sumo pontífice. Uma interessante pergunta que se depreende de tudo isso é se a hierarquia que nos dá a Bíblia (anjos, arcanjos, principados...) é uma hierarquia da graça ou da natureza. Ou seja, os serafins são os mais santos ou somente os mais poderosos e nos quais brilha mais o fulgor da inteligência angélica?

No que pensa um demônio?

Todo anjo decaído conserva a inteligência de sua natureza angélica e, com ela, segue conhecendo. Conhece e indaga com a sua mente o mundo material e espiritual, o mundo real e o intelectual. Como um ser espiritual, eminentemente intelectual, não há dúvidas de que está profundamente interessado nas questões de ordem conceitual. Ele sabe muito bem que a filosofia é a mais elevada das ciências e, inclusive, que a teologia está acima da filosofia; porém, odeia a Deus. No conhecimento, encontra prazer, mas também sofrimento. Sofre a cada vez que esse conhecimento o leva a considerar a Deus. E o demônio percebe continuamente a ordem e a glória do Criador em todas as coisas. Até mesmo nas coisas aparentemente mais neutras, ele se defronta com o reflexo e a confirmação dos atributos divinos.

Mas o demônio não está sempre sofrendo, em cada instante. Muitas, vezes, está simplesmente pensando. Ele sofre em certos momentos, quando se recorda de Deus, quando volta a se dar conta do seu estado miserável, de sua separação de Deus, no remorso de sua consciência. Certas vezes sofre mais, outras vezes menos, mas seu sofrimento não é uniforme e estas variações ocorrem segundo a intensidade que assinala a deformidade moral de cada demônio. Seria terrível imaginar os demônios como seres permanentemente em sofrimento, em cada instante e cada momento. A separação de Deus produz sofrimento por toda a eternidade, mas é um sofrimento de afastamento e não um sofrimento de um instrumento de tortura, em ação contínua. Fonte Sendarium.

============================

Nota de www.rainhamaria.com.br
Por Dilson Kutscher
Somente para lembrar aos católicos, que o demônio é um inimigo poderoso. Nunca o substime, achando que será fácil o combate contra as forças das trevas.
Satanás oferece grande resistência aos verdadeiros evangelizadores que através do mundo inteiro tentam levar aos pecadores, aos perdidos, a mensagem de Salvação em Jesus.
O Apóstolo São Paulo afirma em (I Ts 2,18) onde ele escrevendo àquela igreja e explicando por que ele não havia ainda voltado ali, diz o seguinte:

 

"Por  isto quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo, não somente uma vez, mas duas), contudo Satanás nos barrou o caminho".

O verdadeiro 'triunfo' do demônio, porém, é que ele está "sempre escondido" e a coisa que mais deseja é que não se "acredite na sua existência". Ele "estuda a cada um de nós, nas suas tendências para o bem e para o mal, e depois suscita as tentações", aproveitando-se das nossas fraquezas.

Disse Santo Afonso de Ligório: "A vida presente é uma guerra contínua com o inferno, na qual corremos, a cada instante, o perigo de perder a Deus e a nossa alma".

São Ambrósio dizia que na terra só caminhamos sobre ciladas armadas por nossos inimigos demoníacos a fim de nos roubarem a graça divina.

Diz ainda na Sagrada Escritura:

Non serviam! ― Não servirei! "Subirei até o alto dos Céus, estabelecerei o meu trono acima dos astros de Deus, sentar-me-ei sobre o monte da aliança! Serei semelhante ao Altíssimo!” (Isaias 14, 13-14).

Este odioso brado de revolta ― inspiração de todos os gritos de insubmissão da História ― fez-se ouvir no Céu. Era Lúcifer, o anjo que portava a luz. Tal era sua excelência que a Igreja aplica a ele as palavras de Ezequiel: “Tu és o selo de semelhança de Deus, cheio de sabedoria e perfeito na beleza; tu vivias nas delícias do paraíso de Deus e tudo foi empregado para realçar a tua formosura!” (Ez 28, 12-12)

Arrastando consigo a terça parte dos anjos, Lúcifer foi precipitado no inferno, tornando-se o príncipe das trevas.

“Como caístes, ó astro resplandecente, que na aurora brilhavas? A tua soberba foi abatida até os infernos” (Isaias 14, 11-12).

Quantos são os corações dos homens do fim dos tempos, que são orgulhosos, soberbos...

Dizem muitos exorcistas, que combatem as forças das trevas, que “a soberba” é o pecado que o demônio mais gosta.

Também os exorcistas advertem que práticas da “nova era”, como por exemplo, o reiki, ioga, astrologia, adivinhação...enfim e outros...somados a práticas ocultistas e esotéricas, podem ser portas de entrada para o demônio.

Como dizia o poeta francês Charles Pierre Beaudelaire (1821-1867): "A maior astúcia do demônio é fazer acreditar que ele não existe".

"Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar". (1Pedro 5 ,8)

O Magistério e a Tradição da Igreja sempre defenderam a existência do demônio porque é um adversário real, inimigo de Cristo e do Seu Glorioso Reino. Para além da Bíblia, o Catecismo da Igreja Católica fala cerca de 40 vezes do demónio.

A possessão diabólica é apenas uma das manifestações da existência e do poder maligno do demônio. Infelizmente hoje em dia o tema da existência do demônio foi votado ao estatuto de tabu e a própria Igreja dos dias de hoje, conciliar e modernista, parece ter problemas em falar disso. Muitos até preferem dizer que o demônio é apenas um "simbolismo" e não uma entidade real.

Contactos para informações gerais da Devoção e Encomendas

  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

  (+351) 262880269 / 262845371

  (+351) 968015744

  facebook.com/Devoção ao mais precioso sangue de Jesus Cristo

  facebook.com/União Apostólica

  facebook.com/Adelino Couto


Este Website utiliza cookies para proporcionar uma melhor experiência de utilização. Ler mais Continuar

Cookies

Os cookies são ficheiros pequenos que são temporariamente armazenados no disco rígido do utilizador (cookies baseados em sessão). Estes cookies existem apenas enquanto durar a sessão da Internet. São utilizados para melhorar a facilidade de utilização de um Web site. Mesmo que não aceite a criação de cookies no seu computador, é possível utilizar uma parte do nosso Web site. Todavia, tenha em conta que poderá haver restrições em certas funções e/ou indisponibilidade de certas funcionalidades. A maioria dos browsers aceita automaticamente os cookies. No entanto, é possível contrariar essa aceitação definindo o browser para bloquear todos os cookies. Para obter mais informações, consulte as instruções disponibilizadas pelo fabricante do browser que utiliza.